De Gameleira à Colônia
Apolinário Domingos Neto nasce no árido sertão pernambucano, abandonado ainda bebê e criado pela avó. Sem saber, estava destinado a tornar-se o carismático líder dos gameleiros ao lado do enigmático curador Pedro Batista — um homem visto como santo pelos romeiros. Entre fé, milagres e os perigos da caatinga, a história de Apolinário revela a força espiritual e a bravura de um cafuzo marcado pelo destino.
De Gameleira à Colônia
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SOBRE O LIVRO
Foi no árido cenário do Distrito de Mariana, “um grão de areia” na vastidão do sertão pernambucano onde foi acesa a centelha dessa história. – Corre que o menino tá nascendo – Gritou dona Estelita em meio à balbúrdia que antecede ao parto. As “lamparinas do sertão”, como eram conhecidas as parteiras da época. Ali, naquele dia 16 de julho de 1922 nascia Apolinário Domingos Neto, um “cafuzo”, descendente de índio com negro, Filho de Manoel Domingos da Silva, e de Dona Maria Paulina de Jesus, Apolinário significa “consagrado a Apolo” e Domingos “o que pertence ao senhor”, o Neto herdou da descendência do avô. Ainda muito pequenino Apolinário fora abandonado pela mãe, e passou a ser criado à base de leite de cabra, pela avó materna. Mal sabia Dona Maria Paulina que aquele garoto estava predestinado pelo condão, a ser o grande e carismático líder dos gameleiros, e braço direito do “misterioso” Curador Pedro Batista. Um Conselheiro andarilho que pregava o bem e expulsava o mal, chegando a ser comparado com a própria encarnação do Padre Cícero. O encontro de Apolinário com o beato mudou completamente o rumo de seu destino. Aquele Curador demonstrava ser um homem santo, que conseguia colocar a chama da fé, incrustada em todos aqueles que o cercava, provando para os romeiros, através dos milagres que realizava ser ele uma pessoa de Deus. A religiosidade romeira sempre foram muito explicita nos sertões, e Apolinário Domingos Neto, um cafuzo pernambucano numa terra inexplorada e completamente bravia, onde o perigo parecia estar de tocaia detrás de uma árvore.
SOBRE O AUTOR
Marcos Antônio Lima é Escritor, Cronista, Poeta e Acadêmico, natural de Paulo Afonso – BA. Membro Fundador da Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano (ALAS): Cadeira 22. Membro Fundador e Presidente da ASLA (Academia Santabrigidense de Letras & Artes): Cadeira 01. É Membro Correspondente da Academia de Letras de Paulo Afonso (ALPA), Cadeira 28. Membro Correspondente da Confraria Sancristovense de História e Memória, Membro da AILAP (Academia Internacional Literatura e Artes Poetas Além do Tempo). Autor das obras poéticas; Amor em Versos & Reversos (Scortecci Editora – 2001); Jardim de Árida Poesia (Editora Kazuá – SP/2016); Aquarela Poética (Coletânea Abrindo Alas – 2017), e dos Romances Regionais: Um homem à sombra de seu destino (Editora Garcia – 2018), e De Gameleira à Colônia, uma saga nordestina (Editora Garcia – 2019). Marcos é integrante da Comissão Organizadora do Encontro de Escritores & Leitores Monte-alegrenses & Convidados, é mentor e um dos organizadores do I e II Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados, e da Oficina: Manhã Literária da Academia Santabrigidense de Letras & Artes. Atualmente, é o Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Santa Brígida – BA.





















